quinta-feira, 31 de maio de 2012

Coroação de Maria


 
 “No início de julho, celebramos a novena e festa do Divino Pai Eterno, no Santuário-Basílica de Trindade. A imagem venerada naquele santuário nos apresenta as três pessoas divinas (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) coroando a Virgem Maria como Rainha do Céu e da Terra. Este mistério de fé, que meditamos também no último mistério do Rosário, foi incluído nas festividades da Igreja pelo papa Pio XII, em 1955. O objetivo era aproximar a realeza da Virgem à sua gloriosa Assunção ao céu. 

Assunta aos céus, Nossa Senhora recebeu sua justa e merecida glorificação. Maria é Rainha desde o momento em que foi escolhida e aceitou ser a Mãe do Rei do Universo. Filho e Mãe participam da mesma realeza. “A Mãe do Rei é Rainha”, conclui a tradição.
 
Mas é a maternidade divina de Maria que é a raiz de todas as perfeições e privilégios que a adornam como Rainha. Para ser a “Mãe de Deus”, “foi concebida imaculada e está cheia de graça, é sempre virgem, subiu em corpo e alma aos céus, foi coroada como Rainha da criação inteira, acima dos anjos e dos santos”, disse São José Maria Escrivá. A Virgem Maria, por ser Mãe de Deus, possui uma dignidade infinita, derivada do bem infinito que é Deus.”


...Chegou o grande dia, em que Maria, nossa Mãe será coroada, em sinal de amor, de carinho e respeito. Será coroada porque foi guerreira e passou por todos os obstáculos da sua vida com muita fé e não temeu, pois sabia que Deus estava com ela. 
Vamos juntos celebrar esse grande dia e concluir esse mês Mariano, que não deve ser lembrado apenas nesse mês, mas que todos os dias, todos os meses e todos os anos possamos lembrar e pedir a Santa Maria para interceder por nós lá no céu. Amém!

sábado, 19 de maio de 2012


Maria de Nazaré

É hora de redescobrir o verdadeiro rosto de Maria de Nazaré e ser, a exemplo dela, capaz de gerar no mundo a salvação, pela misericórdia, justiça, partilha e pelo respeito à vida.
Soa 6 horas da tarde. Apesar da agitação da cidade e da música barulhenta, comum na maioria das emissoras, algumas rádios em diferentes lugares do País ainda tocam a tradicional Ave-maria.

Há uma mistura de sentimentos que atravessam os corações dos ouvintes. A maioria deles provavelmente nada tem a ver com a vida de Maria.

É como se essa música ao entardecer despertasse em nós uma misteriosa saudade súbita que brota do mais fundo de nós mesmos, misturada a lembranças vagas e imprecisas; recordações que passam rápido de um evento a outro. São lembranças de paz, de ternura, de compreensão, que afloram talvez com a saudade da Maria de nossa infância e de nossa vida, que chamamos de Nossa Senhora, vestida de branco, com manto azul, carregando um menino nos braços e trazendo com ele nossos sonhos, segredos e esperanças.
O momento da música é passageiro - apenas alguns minutos de pausa benfazeja, que nos introduzem numa espécie de parênteses cheio de sentido, até voltarmos novamente à atividade cotidiana.
Podemos prolongar o momento bom da música de outro jeito, refletindo sobre aspectos que são além de nossos sentimentos, das diferentes imagens de Nossa Senhora e dos vários nomes que recebeu ao longo da tradição da Igreja.

...Convido você a tentar encontrar o rosto de Maria, a Maria de Nazaré, aquela que está na base de nossas devoções e de nossa fé. Isso não significa que conseguiremos retraçar sua vida histórica com fidelidade. A poeira dos séculos torna esta tarefa quase impossível. O que conseguimos é apenas situá-la como pessoa, como mulher de carne e osso como nós. E isso já é muito.
Aproximar-se de Maria como pessoa é devolver-lhe seu rosto humano, suas possibilidades e qualidades humanas, sua realidade histórica e, ao mesmo tempo, é como se nós também nos humanizássemos mais e nos tornássemos mais responsáveis uns pêlos outros.
As pessoas que têm filhos se alegram quando estes chegam à maturidade e se tornam capazes de se responsabilizar por sua vida e pela vida dos irmãos. Tornam-se então adultos, capazes de amar, de buscar caminhos de justiça e misericórdia. Sabemos que toda dependência excessiva diminui a pessoa humana. Se alguém espera tudo de alguém, há algo que não está muito bem nessa relação.


Somos cheios da graça do Espírito, capazes de dar frutos benditos e de gerar justiça, bem, perdão, compreensão, partilha e amor.

...A ave-maria se torna mais do que uma reza ou uma devoção: transforma-se numa oração que nos compromete a ser como Maria é, segundo nossos lábios dizem. Passa a ser uma proposta de modificação de nossa vida, que nos obriga a ações concretas no sentido de melhorar o mundo e nossas relações.

Ser moradia do Espírito é o convite que Maria de Nazaré nos faz.

Não é fácil de ser aceito, mas é um caminho para a felicidade dos que crêem que o dom da vida é dado em abundância para toda a humanidade.
E triste ver que nossa sociedade esquece o direito à vida entregue misteriosamente como dom a todas as pessoas. Nossa sociedade exclui homens, mulheres e crianças dos bens a que têm direito, impondo a lei do mais forte, a competição desenfreada, a morte camuflada, o lucro como deus. E o lucro é um deus terrível, sedento de si mesmo, que beneficia poucos, conservando-os em tronos de ouro, enquanto a maioria se alimenta com migalhas, tentando sobreviver com os restos dos banquetes idolátricos. Este ídolo engole vidas sem se preocupar com seu valor. E ele, infelizmente, tem sido a divindade de nossa sociedade. É preciso colocá-lo no seu devido lugar para que nossa vida seja respeitada.
 

São 6 horas da tarde... É de novo a hora da Ave-maria. É hora de despertar para a Maria de Nazaré que dorme em nós. Precisamos nos dar as mãos para sermos coletivamente Maria, habitação do Espírito, cheia de graça, força e vigor, capaz de gerar no mundo a salvação pela misericórdia, pela justiça, pela partilha e pelo respeito à vida de cada um. Juntos poderemos repetir, então, de forma nova e com convicção: "Eis-nos aqui, servidores do Espírito que é vida. Faça-se em nós a sua Palavra". Amém.

"Agiu com a força do seu braço, dispersou os homens de coraçãoorgulhoso. Depôs poderosos de seus tronos, e a humildes exaltou."(Cântico de Mana - Lc l ,51 -52)

~~Autor Desconhecido ~~


Ps: A imagem usada no texto foi projetada por: Egberto


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mês Mariano

Meus amores,
O mês Mariano já começou e aqui vai um trecho de um ótimo texto para vocês terem um pouco de conhecimento do porque Maria SER IMPORTANTE para JUVENTUDE.

Maria de Nazaré, Maria da Juventude>
"O amor que dedicam a Nossa Senhora é sempre de muita devoção e carinho. Com a juventude pejoteira não é diferente. Há uma identificação muito grande, pois Maria foi uma jovem que disse Sim ao projeto de Deus. Além disso se sabe pela tradição e pelas escrituras que Maria era uma moça alegre e simples. Ela aprendeu a ler e interpretar as escrituras. Era conhecedora da história de Israel e das promessas de Deus. Quando recebeu a visita do anjo que lhe fez a proposta de ser mãe do Messias, não aceitou prontamente. Quis primeiro saber como se dariam estas coisas. Com a explicação, pôs-se à disposição com fé e entrega.



Neste sentido, Maria é um grande exemplo para toda a juventude. Aceita, sim, a missão que Deus lhe dá. Mas não antes de poder entender melhor. Não assume aquilo que não entende. Não assume por assumir. Aceita convicta, certa do que pode vir a acontecer."


Trecho retirado do texto de Rogerio Oliveira, Maria de Nazaré, Maria da Juventude: http://pejotando.blogspot.com.br/2010/04/maria-de-nazare-maria-da-juventude.html?spref=fb


E nesse mês de reflexão a missão de Maria e Devoção a ela é que nosso amigo Egberto fez mais um texto imagético para representar o mês dedicado a Maria, mãe de Jesus.





E aqui uma cópia para que outras PJ's possam usar a imagem em suas Paróquias, Dioceses, etc...



Pastoral da Juventude da Paróquia de São Caetano, 
Evangelizando através da internet.

Uelen Medeiros, coordenador da JUSC (2012).


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Encenação da Paixão de Cristo


A JUSC, JC e pessoas envolvidas se reuniram para encenar esse belíssimo e emocionante momento que foi a morte de Jesus Cristo. Depois de muito sacrifício, conseguimos cumprir com a nossa missão.
E o resultado? Vejam as fotos e comprovem vocês mesmos : D













segunda-feira, 2 de abril de 2012

Caminhada de Ramos e Dia Mundial da Juventude 2012 - Salvador

FOTOS E VIDEOS.




















Olha a Juventude toooda animada cantando e dançando na Caminhada de Ramos e Dia mundial da Juventude....
Essa juventude de São Caetano é liiiiiiiiiinda d+++

Veeenha participar dessa ciranda de fé e vidaa... Participe dos grupos da PJ de São Caetano.




Um dia para ficar na memória... Jamais esqueceremos dessa caminhada....
Tanta união, fé e amor....


Pastoral da Juventude da Paroquia de São Caetano da Divina Providência.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Que Deus é esse?


 Eu estive numa festinha de crianças com minha esposa e meu filho por estes dias. A maioria das crianças adora estes eventos e o meu garoto não é diferente. Quem o conhece sabe que ele não é de ficar parado e nem de deixar os outros parados (o pai e a mãe dele, em especial).


Do meio para o fim da festa, uma senhora que presenciou toda a energia e alegria dele veio comentar comigo: “Ele tem medo de você?”. Eu respondi que quando eu fico bravo, sim, ele tem medo. Parecia que eu havia dito a senha correta, pois ela balançou a cabeça positivamente dizendo que é preciso que ele tenha medo de alguém.

Esta afirmativa veio me cutucando por estes dias. Seria preciso mesmo ter medo para obter respeito? Será que o amor não basta? Será que é mesmo o medo do castigo e da perda que mantém nossas relações e, no fim das contas, nossa sociedade unida num mesmo caminhar?

E passei o dia viajando em questões como estas e quando a crise se instala, a arte certamente pode nos apontar uma resposta, como disse Oswaldo Montenegro em “Metade”. E foi ele mesmo, numa outra canção sua, que acabou trazendo um pouco mais de claridade sobre a questão. Veja o clipe da música “Eu quero ser feliz agora”.


O começo da música diz: “Se alguém disser pra você não cantar / Deixar teu sonho ali pr'uma outra hora / Que a segurança exige medo / Que quem tem medo Deus adora”. E outro trecho que é assim: “Se alguém vier com papo perigoso de dizer que é preciso paciência pra viver. (...) Que Deus só manda ajuda a quem se ferra, e quando o guarda-chuva emperra certamente vai chover”. E por fim, o cantor completa: “Não acredite, grite, sem demora... Eu quero ser feliz Agora”.

Da mesma forma que a criação dos filhos, a religião e a nossa cultura está baseada na questão do medo como cimento que mantem unida a estrutura social. Ao menos é nisso que muita gente crê. Muitos fazem o “bem” ou o “certo” como forma de não se prejudicarem num futuro. Acabam fazendo não porque sua atitude é boa ou correta, mas por medo.

Você tem clareza disso? Que imagem de Deus é essa que estamos passando para os outros? Que Ele se alimenta do nosso medo, da nossa submissão, da nossa pequenez? Que Ele tem poder absoluto, que tudo sabe sobre nós e não podemos cometer a mínima falha porque Ele está sempre de olhos em nós?

Sim, eu exagerei nas pinceladas aqui, mas existem aqueles que creem justamente nisso. E, pior, acabam reproduzindo em figuras concretas, terrenas todo o poder divino de punição e orientação. Há muitos padres, líderes de comunidades e coordenadores de grupos que “governam” muito mais pelo poder do medo do que pela autoridade do serviço que prestam.

Governar pelo medo é muito mais fácil do que governar pelo diálogo, pela discussão, pela resolução de conflitos. Mas por outro lado, capacita menos pessoas. Quem é governado pelo medo, vê este como único modelo de lidar com os outros. Afinal, na cabeça destes, os outros são sempre incompetentes demais para lidarem com a pressão e com as decisões. Precisam ser mandados, manipulados por assim dizer.

Há sim lideranças centralizadoras na Pastoral da Juventude. E, creio eu, que muitos destes jovens só reproduzem os modelos que aprenderam em suas comunidades de origem. Quem está a frente de uma comunidade de base, de um grupo precisa desde cedo, desde a catequese, a valorizar o diálogo e a apresentar a imagem de um Deus que é Amor, que liberta das opressões. 

Não digo que o medo seja ruim. Ele é importante para que evitemos certas situações, mas ele não pode ser o mote da nossa vida. Não posso criar meu filho com medo de mim porque ele pode crescer com a imagem de um pai severo que só pune e acabar achando que um pai deve ser assim.

Quem faz o bem pelo medo da punição, acaba fazendo o bem apenas pela obrigação. Não é pelo medo do inferno que a gente dedica a vida pelo Reino de Deus e por uma sociedade mais justa, fraterna e solidária. Este propósito já tem um alto valor em si mesmo. Não precisa que o reforcemos por conta de um opositor.